É sério hoje vou dormir cedo. Sigo Freud em seus ensinamentos e já começo a trabalhar com o meu inconsciente. Banho ok. Jantar ok. Trancar a porta ok. Apagar as luzes ok. Verificar e-mail e redes sociais ok. Arrumo a cama para dormir. Espirro o spray da MMartan para criar um clima e o sono chegar. Pego o livro da cabeceira vou ler só algumas páginas para pegar no sono. Que sono? Sono não vem. Já sei é fome, vou ali buscar alguma coisa e já durmo. Assalto à geladeira. Bebo água. Volto para cama, agora o sono vem. E nada…
Vou programando mentalmente meu próximo dia. Conto carneirinho. Rezo. E nada… Ok você venceu! Não é insônia não, se fosse seria bem mais fácil de curar. A culpa é desse bendito amor pela madrugada.
Ma-dru-ga-da paroxítona do meu coração. Razão das minhas olheiras que nem os corretivos coreanos conseguem esconder. Não consigo evitar, meu relógio biológico é noturno.
A temperatura cai, o silêncio reina. Consigo ouvir os ponteiros do relógio e o canto dos grilos. Enquanto a maioria dorme, a madrugada me presenteia com uma total liberdade. O dia obviamente precisa existir, mas eu aguardo ansiosamente para que ele termine, pois, a noite é especial. Não tem telefone tocando, mensagens no celular sem parar, vozes altas, buzinas…
Ouve-se o silêncio, e nesse momento fico mais atenta a ler, ouvir música, assistir seriados. Parece que tenho esse mundo paralelo noturno onde tenho tempo para mim, tempo esse que na correria do dia-a-dia é um luxo.
A madrugada alivia o padrão de horários, os prazos a serem entregues… E eu aproveito essa brisa noturna mesmo sabendo que logo tenho que me levantar e começar meu dia com doses extras de café, por favor!

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