Que responsabilidade falar do pilar da família Chagas. Vó Rosa. Minha Vó. Mas como sei e acredito que toda tentativa é válida, eis a minha.
Vó Rosa, não poderia ter outro nome nascida no dia da árvore. Certa vez li uma frase em que dizia “Só as mães são felizes”. Ledo engano. Penso que, na verdade, as avós são felizes em dobro. Amor multiplicado.
A vó nunca foi só minha e seria um desperdício de amor se fosse. Foi mãe de 10, com 20 netos e 15 bisnetos. (Se não me falha a memória família, nunca fui boa em matemática)!
A senhora tem quase 90, voz mansa, miudinha… Ao abraçá-la parece tão frágil… mas por trás desse vestido florido e sapatilha Moleca tem uma guerreira cheia de fé e sabedoria, que se lembra do aniversário de cada um da família.
Porque Vó Rosa, a senhora é assim, faz as pessoas ao seu redor se sentirem especiais e amadas. A senhora nos vê. Nos ouve. Pega na mão. Nos põe no colo. Coisa rara hoje em dia.
Quantas e quantas vezes a senhora foi minha conselheira, sentada na mesa da cozinha ou na beirada da cama e sempre disposta a ouvir sem pressa, contando e recontando histórias.
Não há quem faça uma visita que consiga sair sem comer alguma coisa. Tem doce de abóbora, pão caseiro, refrigerante, paçoquinha… E se não comer lá, ela faz uma marmitinha para comer depois.
A casa da vó sempre foi casa de vó. Com água no filtro de barro, comida, família reunida, brincadeiras nas carretas do quintal. Junto com o Vô Dionísio, nosso carpinteiro particular que sempre estava criando algo novo, eu tive de tudo na minha infância: rolimã, maletinha de madeira, carriola… Ah! Saudades!
Queria poder passar mais tempo com a senhora, mas às vezes as coisas não acontecem como gostaríamos, e isso não é uma desculpa, apenas um desabafo sincero. Mas saiba que todas as noites em minhas orações seu nome está presente com todo o amor do mundo.
Minha vontade é fazer o tempo parar e te ter sempre a minha espera para prosear…
A vó sempre luta pela felicidade da família Chagas.
Sorte a minha.
Sorte a nossa.

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